16 de junho de 2015



       Eu já bebi demais, agora estou me perguntando onde coloco tudo que eu sinto. Deve haver algum lugar em que eu possa estocar todos esses enganos, depositar toda tristeza e decepção. Eu definidamente já me esqueci do motivo, só posso lhe dar com as consequências.
Estou sentada sozinha olhando para o nada, só o que restou foi a solidão em sua forma mais original. Novamente eu me pergunto o que houve de tão errado, que momento foi esse em que eu estava distraída e você decidiu que deveríamos brigar.
O gosto do desgosto, o copo meio vazio, a loucura tomando suas proporções, o egoismo que empobrece a alma, eu deveria te-lo deixado ir, mas não suportava a ideia de ficar aqui. Eu disse a você que queria me olhar no espelho pela manhã, mas eu menti. Eu não quero me sentir assim tão triste e desorientada, não quero sentir esse medo me sufocar até a morte. Não acho que nada do que eu faça pode te atingir agora, embora eu não sinta o mesmo em relação a você.

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