16 de março de 2016



Detesto essa pompa,
essa soberba,
tudo isso que você não
parece fazer questão de encenar.
Embora tudo isso que é tão seu,
seja meu também.
Pode até ser que nunca se renda,
que nem chegue a baixar a guarda,
que você nunca chegue a vislumbrar.
Pode até ser que as primaveras nós confronte.
As vezes eu irei olhar pela janela, longe,
por vezes me perderei na canção,
de qualquer forma sei que se sentirá da mesma forma,
apenas porque não há nenhuma outra forma de sentir,
então quem sabe nesse breve momento
você me perdoe,
a ponto de voltar a se permitir me amar.
Em algum lugar dentro de você, eu sei, quando em amistosidade,
quando diante de mim, nutrido de pura relutância, abastecido de inquietação,
é amor.

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