Detesto
essa pompa,
essa
soberba,
tudo
isso que você não
parece
fazer questão de encenar.
Embora
tudo isso que é tão seu,
seja
meu também.
Pode
até ser que nunca se renda,
que
nem chegue a baixar a guarda,
que
você nunca chegue a vislumbrar.
Pode
até ser que as primaveras nós confronte.
As
vezes eu irei olhar pela janela, longe,
por
vezes me perderei na canção,
de
qualquer forma sei que se sentirá da mesma forma,
apenas
porque não há nenhuma outra forma de sentir,
então
quem sabe nesse breve momento
você
me perdoe,
a
ponto de voltar a se permitir me amar.
Em
algum lugar dentro de você, eu sei, quando em amistosidade,
quando
diante de mim, nutrido de pura relutância, abastecido de
inquietação,
é
amor.
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