24 de abril de 2019




Quando eu me distraio, tenho conseguido ouvi-la,
a sinto em uma dor tão profunda e familiar,
aquela que me diz que não há nada.
Hoje, quando você me deixou eu a ouvi sussurrar sobre você não me amar.
Ela tem razão e não tem nada que eu possa fazer quanto a isso.
Eu a sinto se aproximar, do mesmo modo que sinto não poder impedi-la.
Vejo os vestígios, sei que não posso fechar meus olhos, mas se torna tão cansativo lutar.
Então assim que minhas pestanas se encontrarem, ela me cercará, invadindo todos os espaços,
trancará todas as saídas e me fará definhar na minha própria miséria, mas ela tem razão.
A felicidade é como uma faísca agora, e não sei quanto tempo durará.

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