31 de maio de 2010


Isto serve também, como a todas as canções em que sinto meu coração vibrar. Uma voz louca, uma batida forte com letra depressiva. Eu gosto de pensar em coisas tristes, em conspirações doentias. Penso na aflição que sinto em ver a verdade em seus olhos, aquela que me diz sem cerimônias, a que você não pode ser inteiramente sincero.

Um começo lento uma voz suave que faça meu coração bater mais lentamente, então falo com a sinceridade que há em mim, com o amor que lhe dedico. Uma voz enlouquecida que grita berrando palavrões, e entendo sua resposta, que quando colocada em palavras se transforma em respostas delicadas.
Tenho vontade de sorrir quando estou triste, sentimento entorpecedor, que com uma taça de vinho se torna trágico. Um coração que bate umedecido com um certo teor alcoólico, do vinho que lhe banha.
Eu sei o que ninguém o dirá nem mesmo você, falamos então da doce sinfonia do amor, do refrão melado e chato que o faz acreditar na felicidade. Você consegue ouvir a melodia que tranquiliza seu coração agora?
Em sua face brilha a confusão, em seu sorriso as palavras que lhe foram roubadas. Não implore por amor a menos que realmente o queira, não diga coisas que não pode compreender, a conquista dos seus sentimentos transparecem em rizadas falsas.
Em seu coração há areia, por amor aceitamos mentiras, na esperança que se tornem verdades irrefutáveis.

17/12/2009

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