Ela vinha de um lugar diferente, tinha modos grosseiros e apreensivos, mas se fez gentil com o garoto. Ela lhe contou um dos seus medos, e ele a surpreendeu, a beijando de forma rápida e calorosa, ela não entendeu o que o fez agir dessa forma, não se lembrou de nada que a tenha feito perceber essa atitude nele. Ela o questionou, mas o tempo era curto demais para explicações, ele pediu que ela escolhesse uma de de suas duas palhetas, como que para prova-la de que aquilo era real, para que não esquecessem, havia nela uma promessa, com pesares e desculpas. Então o que parecia nocivo se fez presente quando ela o encantou, o deixando sem palavras com seu beijo lento e carinhoso. Nesse instante a linha do tempo e espaço se distorcia, fazendo mundos se chocarem, para o que ao amanhecem não deixaria nem vestígios.Ela caminhava as voltas de um novo mundo, o sol estava fraco e o vento quase não era sentido. Tudo lhe parecia triste e agonizante naquele momento, depois de voltar poucas palavras foram ditas entre eles, isso causou nela um certo arrependimento por tê-las pronunciado. Ela o deixou ir, não sabia por quanto tempo, mas o deixou.
Naquela noite, o ouviu tocar, fascinada com todos os sons dos instrumentos. Ela tivera dúvidas se algo na noite anterior tinha tido algum valor, atravessou a varanda e caminho da rua, se despedindo do que a tinha deixado tão exposta e extasiada.
Um comentário:
Parece que o tempo é sempre o inimigo numero 1 das suas personagens! do que será que elas tanto fogem? Qual o motivo do tempo sempre ser tão curto? hahahaha! gostei do texto!
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