27 de fevereiro de 2011


O peguei pela mão e fiz com que acreditasse nisso tudo que não sou,eu parecia estar lá,mas a verdade é que a sobriedade destruiu a esperança fantasiosa que mantive por tanto tempo.
Não posso mais acreditar nessas doces bobagens,na risada infantil que oculta tanto sobre mim.Como crianças,procurávamos por um esconderijo mas sei que não será para sempre.
Sempre ignoramos os erros,enterramos as palavras que não deveriam ter sido ditas,eu tentei ,mas não quero sorrir para você como se acreditasse que estará por perto quando tudo desmoronar,não segurarei sua mão e esperarei você me deixar cair.Estou partindo,porque não quero fingir que acredito que quando me abraça esta silenciosamente me fazendo uma promessa,nem que quando pede para mim não ir embora esta seriamente envolvido.
Eu menti muito para mim mesma para fechar os olhos e esperar que nada de ruim aconteça,aprendi do pior modo ver o que há além da tímida afeição,foi quando eu tentei te dizer como cometo todos meus previsíveis erros,não quero tentar,não quero vê-lo partir como se não se importasse,pois eu já sei disto.Não ficarei chocada quando finalmente me deixar ir,ou quando eu voltar atrás e descobrir que nunca fez diferença.
Eu adorava a maneira como isso tudo parecia fazer sentido,como quando parecia mentir para si mesmo me fazendo acreditar que seria algo sem sentimento,só para depois agir de forma contraria.Foi quando finalmente compreendi que se eu fingir que não me apaixonarei vou me machucar do mesmo modo.
Olhar para você novamente seria como voltar para um lugar confuso no tempo,em meio a cansativa luta que travei comigo mesma,na esperança de vencer esses tolos abandonos e tragédias que se acumularam.Sinto minhas ridículas esperanças se perdendo,em meio ao meu medo de tentar de novo,os impulsivos erros que cometi me fizeram desistir de acreditar que poderia finalmente dar certo.

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