Não me prendo a nada
Nenhum ser divino estará me observando
Não há amigos imaginários
Ou doutrinas a me orientar
Já não me apego a sentimentos
quase não os sinto
As falhas me mantém
construo minuciosamente ritos
que demarcam etapas
Ao cessar da fome
Quase não sinto minha existência
a vagar desiludida.
Acendo mais um,dos incontáveis minutos
Que terei a menos.
Um dia eu senti em mim a certeza
De que encontraria o sentido apropriado,
Com a mesma intensidade que sentia meu coração
acelerar a cada promessa vazia.
Mas já não me importo
de alguma forma o sol vira amanha pela manha
Junto ao caos rotineiro,
Arrastando as miseráveis vidas que a ele pertencem.
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