14 de abril de 2011

Não me prendo a nada
O que significa que se eu cair
Nenhum ser divino estará me observando
Não há amigos imaginários
Ou doutrinas a me orientar

não me apego a sentimentos
quase não os sinto
As falhas me mantém
construo minuciosamente ritos
que demarcam etapas

Ao cessar da fome
Quase não sinto minha existência
a vagar desiludida.
Acendo mais um,dos incontáveis minutos
Que terei a menos.

Um dia eu senti em mim a certeza
De que encontraria o sentido apropriado,
Com a mesma intensidade que sentia meu coração
acelerar a cada promessa vazia.
Mas não me importo
de alguma forma o sol vira amanha pela manha
Junto ao caos rotineiro,
Arrastando as miseráveis vidas que a ele pertencem.


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