22 de julho de 2011


Servi uma xícara de café e decidi escrever sobre ela.Na primeira vez em que a vi passei direto por ela,mas quando a conheci,fiz com que ela me contasse tudo que pudesse sobre si,e foi tão simples,tanto quanto é fazê-la sorrir.
Ela nasceu no lugar errado,e tem estado perdida desde então,ela vaga em um mundo repleto de seres que são adultos de mais para compreende-la,ocupados de mais para olhar em seus olhos e reconhecer a garotinha que ela nunca deixou de ser,então ela continua parada no lugar em que a abandonaram esperando aqueles a deixaram quando tudo que ela queria era poder acreditar que seus desejos se tornariam reais.Ela sempre estará la,esperando que alguém a de um lar,esperando ser amada e mimada como deveria ter sido.Quando a pegaram pela mão e a deram um lugar para morar,ela o transformou em um lar,quando as outras crianças foram rudes ela se manteve forte para suportar,mas nunca pode entender o que a tornava diferente,sempre só,apenas esperando ser boa o suficiente para todos aqueles que a rejeitaram.
Quando finalmente fez amizades,foi em um lugar completamente diferente daquele onde e passou sua infância,como em passe de magica a garotinha se aproximava de tudo que sempre quisera,era emocionante ter tantas pessoas por perto,a fazendo ir de um lugar para o outro apenas em busca de diversão.Havia um garoto,simpático e bonito,seus cabelos dourados e seu sorriso galanteador fez com que ela passasse horas ansiando por vê-lo,quando finalmente ganhou seu coração,ela simplesmente decidiu que não era ele.
Um dia ela reparou em outro menino,e o modo como ele sorria a fez pensar que poderia ser ele,o guardou para si,temendo estar errada,porem um beijo fez com que ela acreditasse,só que ele apenas não sabia que a menina diante dele era a encantadora princesa de contos de fadas.E foi a primeira vez em que notei que a tristeza que antes era passageira,se alojara nela,não que ela se lamentasse,ela tinha aprendido a sorrir embora estivesse
sofrendo.A vi finalmente feliz quando a garotinha encontrou um lar para si,um lugar em que poderia chorar ou somente rir se quisesse.
A garotinha tem agora dezenove anos,e ainda me faz ter vontade de chorar quando a ouço falando dos pais que não quiseram cria-la,quando me conta de sua infância solitária,e dos colegas de turma que a zombavam,e tantas outras coisas que ela ainda não pode enxergar,é a garota mais doce,humana e sensível que conheci,e eu gostaria que ela acreditasse em mim quando digo que nunca vou deixa-la sozinha,porque adoro a forma simples como ela vê as coisas,e sinto saudades da risada dela quando estou longe,e tudo bem se ela não esta pronta para muitas coisas,estarei la quando ela estiver.

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