24 de fevereiro de 2012

E agora? O que eu faço com a minha raiva? Onde despejo minha vontade de enlouquecer?
Não importa o que esteja acontecendo, sempre fecho com a demência. Estou procurando por encrenca, é perceptível pelo modo como meus olhos brilham por perigo. Estou desafiando um velho apostador, propondo qualquer loucura inconsequente, recordando os velhos tempos. Mas vamos  mudar o disco, não tenho mais quatorze anos e ele não é meu príncipe encantado, então vamos, me seduza com seu ''estilo''. Afinal tenho sete vidas, e estou a fim de queima-las rapidamente, mas o carro não atinge a mesma velocidade do nível de álcool que há no meu organismo. Raimundos da a batida, o ronco do motor o clima, o entendimento se dá pelo modo de olhar, estamos infringindo as leis, mas não importa o fim da linha, tenho sede pela rebeldia, ânsia por quebrar regras. Ele sorri, apenas porque não conhece limites, pra quê segurança? Dê que serve bom senso? A cumplicidade é esquematizada, a eloquência é só para impressionar, porque as melhores coisas que me acontecem não são planejadas.

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