20 de maio de 2012


    As varias nuances de um tom que não chega a ser prata nem amarelo, movendo-se freneticamente nas pontas do cabelo sem juízo e sem corte. Seus lábios pintados de vermelho levemente borrado nos cantos sussurram a musica do fone, sem o menor pudor, refletindo em seus passos a audácia da sua presença, seus passos são pesados, seu destino incerto, a ressaca alcoolizada em que se encontrava se refletia na luz que seus óculos escuros tentava conter.
   Transpassando os olhares em sua direção ela enxergava as pessoas se movendo animadas, acreditando transmitir a energia que corria em seu corpo tão freneticamente quanto ela própria, seu interior implodia e irrompia satisfação, a fazendo dançar discretamente sorrindo para o bem estar que absorvia te toda parte. Pronta para correr qualquer risco a que estava costumada a se condicionar, e não se importava em parecer desajustada, era o papel que melhor lhe convinha, o misterioso perigo que exalava, que nem ela tinha consciência ao todo, só queria cada vez mais do mais forte e excitante do fim da tarde até os primeiros raios de sol de qualquer outro dia. E era exatamente o que era, o que preconiza da liberdade de arbítrio até as consequências, subjugada ou não.
  A exceção do seu ponto de vista estava prestes a interferir em suas péssimas condutas e em seu gosto pelo imoral, conheceria sem nenhum entusiasmo o zelo que iria a contradizer, direcionado ao garoto por quem se apaixonaria, seu coração tentaria isola-lo das suas péssimas escolhas, em uma aflição muda, as más escolhas que um dia ela fizera o colocaria a merce, e da mesma forma com que se revoltaram ao persuadi-la a polpar-se de todo mal, o faria sem exitar pela pessoa que estava prestes a reencontrar.

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