5 de maio de 2012



Tem horas que eu quero o mundo,
o quero agora, pragmático, intenso. 

Também tem horas que deixo tudo de lado.
Tudo porque tenho pólos,
não tenho controle sobre eles. 


Ás vezes ele me traz calma,
outras vezes, turbulência.
Quando em tranquilidade,
leva para longe tudo de mal,
mas quando a tempestade chega,
me tumultua de duvidas.


Eu a amo, de modo que sua ausência não me é percebida.
Somente quando o caos se instala é que a sinto.
Não sei, é assim. Não sei mesmo o valor de algo ,
até ter necessidade de tal.



Quero ficar, mas tem horas que apenas levantar voo não é o suficiente,
me cansa desejar e depois de instantes repelir.
No êxtase possuo tudo, 
em melancolia, o tudo me desgasta.
Não sei lhe dar com isto, 
é que tem horas, tem momentos,
então passa, de repente volta. 
Honestamente não procuro respostas para isso, apenas remédios.

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