17 de julho de 2014

Faz tanto tempo, tanto anos, bem mais do que minha juventude permite, mais erros do que posso perdoar. Depois de tanto tempo as lembranças, gastas, se perdem, se misturam, desaparecem. Haverá sempre um pesar em meu peito, enraizado. Quisera eu, que fosse ressentimento, amargor.

   Me recuso a encarar, insistindo em me esquivar. Eu simplesmente não consigo acreditar, sou incapaz de me fazer aceitar. Ainda é, como se algum dia eu fosse acordar, e ter certeza que tudo passou. Mas eu tenho despertado pela manhã arrependida. Isso muda o rumo das coisas, interfere no meu dia-dia, na minha paz de espirito.

Nenhum comentário: