4 de setembro de 2014



Quando sonhava acordado, não parecia ser sobre mim. Dá para entender, porque seu ideal não parecia nenhum pouco comigo. Os planos e olhares, acho que não consigo mais afirmar que eram causados por mim. Todas as mudanças com o objetivo de me transformar em outra pessoa, algo
mais próximo do que realmente queria ao seu lado, que fosse condescendente com o que foi obrigado a deixar de lado.
Eu sei o momento exato, em que percebeu que eu nunca me igualaria. Sou capaz de contar todas as mentiras que proferiu, com o único objetivo de se proteger. Você me amou fervorosamente até se dar conta de que jamais seria o aceitável, agora insiste em dizer que nada mudou, mas não pode ignorar a descontinuidade dos seus sentimentos, a discrepância das mudança que houve dentro de você.
Nunca pode reprimir o impulso de comparar, analisar e julgar, não pode ignorar o que não pode existir. Me diga o que faço aqui, sendo algo que continua a não se encaixar, porque nunca será o bastante. Você costumava me dizer que eu tinha um modo admirável de saber o que se passava na sua mente, então será que estou realmente tão engada sobre isso? Como um grande quebra-cabeça, estou
encaixando o que deixa de dizer em suas ações, remontando os fatos em ordem cronológica.

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