Quando
sonhava acordado, não parecia ser sobre mim. Dá para entender, porque seu
ideal não parecia nenhum pouco comigo. Os planos e olhares, acho que
não consigo mais afirmar que eram causados por mim. Todas
as mudanças com o objetivo de me transformar em outra pessoa, algo
mais próximo do que realmente queria ao seu lado, que fosse
condescendente com o que
foi obrigado a deixar de lado.
Eu sei
o momento exato, em que percebeu que eu nunca me igualaria. Sou capaz de
contar todas as mentiras que proferiu, com o único objetivo de se
proteger. Você me
amou fervorosamente até se dar conta de que jamais seria o aceitável, agora
insiste em dizer que nada mudou, mas não pode ignorar a
descontinuidade dos
seus sentimentos, a discrepância das mudança que houve dentro de
você.
Nunca
pode reprimir o impulso de comparar, analisar e julgar, não pode
ignorar o que
não pode existir. Me diga o que faço aqui, sendo algo que continua a
não se encaixar, porque
nunca será o bastante. Você costumava me dizer que eu tinha um modo admirável de saber o que se
passava na sua mente, então
será que estou realmente tão engada sobre isso? Como um grande
quebra-cabeça, estou
encaixando
o que deixa de dizer em suas ações, remontando os fatos em ordem
cronológica.

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