Um olhar,
é capaz de devorar uma alma,
esmoer um coração.
Uma fração de segundo,
incessante ou pausadamente.
Fixo e significativo,
um olhar é capaz de transpassar,
todos os obstáculos impostos.
Se detendo por um instante,
ao pensar a respeito,
se obtém tudo que é preciso.
Ao se dar conta,
o coração terá omitido um pulsar,
no momento seguinte,
a definição de confusão,
não será capaz de descrever,
o que se passa em sua mente.
Quando um olhar é tão profundo quanto deveria,
até mesmo a falta dele é expressiva.
Um fitar penoso, pecador, capaz de incitar o erro.
Interessado, contemplativo, admirado.
Não importa quanta paixão tenha dentro se si,
será capaz de notar quando os olhos são inexpressivos,
quando não brilham, quando não há profundidade.
E mesmo assim, como um todo, não há nada,
é como fitar um furacão de emoções trancafiadas,
como contemplar o mar, e nadar no vazio.
24 de setembro de 2014
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