24 de setembro de 2014


Um olhar,
é capaz de devorar uma alma, 
esmoer um coração.

Uma fração de segundo, 
incessante ou pausadamente.
Fixo e significativo, 
um olhar é capaz de transpassar, 
todos os obstáculos impostos.

Se detendo por um instante, 
ao pensar a respeito, 
se obtém tudo que é preciso. 

Ao se dar conta, 
o coração terá omitido um pulsar, 
no momento seguinte, 
a definição de confusão, 
não será capaz de descrever, 
o que se passa em sua mente.

Quando um olhar é tão profundo quanto deveria, 
até mesmo a falta dele é expressiva. 
Um fitar penoso, pecador, capaz de incitar o erro.
Interessado, contemplativo, admirado.

Não importa quanta paixão tenha dentro se si, 
será capaz de notar quando os olhos são inexpressivos, 
quando não brilham, quando não há profundidade.

E mesmo assim, como um todo, não há nada, 
é como fitar um furacão de emoções trancafiadas, 
como contemplar o mar, e nadar no vazio.


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