Em determinados momentos sou capaz de jurar, que sabem exatamente o que fazer, eu os encaro e sei que eles sabem precisamente do que preciso, apenas para agir de modo contrário. E quando eu paro para pensar no impulso, na corrente percorrendo meu corpo, a calefação que ocorre no meu sangue, simplesmente não sei explicar ao certo o que me conteve, o tato social, a consciência da chacina que seria capaz de provocar, não sei. Todas as partes do meu corpo parecem responder prontamente aos abusos, eu contenho as provocações de modo que cada palavra que percorre meu corpo, parece explodir dentro do meu organismo. Penso que apenas o auto controle seria pouco para explicar a forma como tenho lhe dado com os demais seres humanos a minha volta.
Juro, sair correndo parece tão tolo em comparação a revolta que tem me movido. Eu olho ao redor, e não há para onde fugir, existe apenas o confronto, o tormento crescendo e se dissolvendo constantemente dentro de mim.
Não vou me dar ao trabalho de abrir a boca para falar sobre isso, seria tão menos do que gostaria de infringir, nada do que eu seria hábil a dizer, por mais perversa que sou, seria capaz de expressar com jus minha aversão. Pequenas agressões, são o suficiente para que mais do que incomodar, incitem aquele sentimento de humilhação, que na verdade nada mais é do que um eco de conduta. Então continue a me permitir dar voz ao seus atos sórdidos, e por favor continue a sentir vergonha deles por si, a vulgaridade obscena e repulsiva que nem você é capaz de ouvir sem retrucar.
Estou em desarmonia com os deuses, praticando o paganismo de forma desleixada. Nuvens negras podem ser vistas nitidamente ao meu redor, e nada me convencerá a simplesmente tolerar.
2 de outubro de 2014
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