12 de junho de 2015
Ainda me permito gostar de você, quer dizer, foi tudo tão intenso entre nós, não é algo que se possa simplesmente ignorar. E quando nos encontramos, quer dizer, não acho que saiba o quão irritante são suas provocações, embora eu não consiga deixar de pensar que é intencional, quer dizer, é perceptível a satisfação que sente nisso.
Você sabe exatamente o que fazer para me tirar do serio, incitar e afagar é como gosta de brincar. Isso tudo desperta o pior de mim, mas obviamente você ignora, e depois de tanto anos, acho que estou finalmente ficando sem respostas amigáveis.
É uma boa estrategia, voltar como se nada tivesse acontecido, começar tudo de novo, depois ir embora sem que eu tenha a oportunidade de revidar. Aparentemente, mesmo depois de tantos anos, nenhum de nós dois parece ter se cansado o suficiente, para apenas ignorar a presença um do outro. E eu realmente tento, mas você não resite, eu estou lá, sem poder fugir, do intruso no meu território, ai você se aproxima, e tudo recomeça. Apesar de tudo, no fim, o que eu mais odeio, é a forma como me questiona, é tão autoritário.
Te ver lá, ao chegar, me pegou desprevenida, pra variar. Não acho que eu tenha conseguido disfarçar meu contentamento, embora eu realmente não tenha tentado, vê-lo lá sentado sem poder fazer nada quando a situação, observando impotente, cada passo meu, quer dizer você deveria ter visto sua cara, se corroendo por dentro, e não vou negar, desfrutei cada instante. Foi um golpe baixo, mas você mereceu, você começou, e deveria saber que eu não deixaria sem resposta. Mas, falando sério, você é a faísca, eu o combustível, quer dizer, é previsível..
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