14 de agosto de 2015


É, é bem assim mesmo que as coisas são, já sei. 
Só não imponha regras, pois existe algo em mim que insiste em ir contra, em colocar a prova. 
O encaro solenemente, depois peço que confie em mim, 
em quanto estendendo-lhe a mão, expondo os pulsos cheios de cortes cicatrizados. 
A hesitação é sempre previsível, vamos aos finalmentes. 
Rapaz, conheço bem demais esse jogo, para me fazer de desentendida. 
Aposte, no que sou capaz, tem mais a ganhar do que a perder, garanto. 
A sujeira em baixo do tapete, é o que estou disposta a limpar. 
Meu amor, você não pode achar que sou viável, a essa altura, penso que já consegue imaginar a queda.

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