30 de outubro de 2015


Culpa, será ela parte de uma das identidades secretas?
É tão tolo da sua parte, permanecer fechado, como se eu fosse cega.
Que brincadeira é essa, em que você pensa sair ganhando?
Eu me sentei lá e esperei que dissesse o que, na verdade já sabia.
Vê os sinais? Precisa que alguém os decodifiquem pra você?
Você tem razão quando supõe que sei mais do que transpareço.
Encenação digna de prêmio. O que será que se passa na sua cabeça
pra agir assim, claro, além de desespero. Eu diria peso na consciência,
mas você nem chegou a ter uma. Eu juro entender, mas me dê algum crédito.
Entenda, você não pode simplesmente surgir, como se eu não soubesse por onde
esteve. Surpreendente né? Como consigo ser a mesma.
Rir diante da tragedia, chorar na paz. Quer saber, eu penso nas possibilidades,
e continuo a me sentir incomodada. Continuo a ser tudo que pode querer, e nada
do que é capaz de possuir. Minha percepção é acentuada, não se dê a disparates como
esses. Quando estou em jogo, não brinco. Eu simplesmente não sei perder,
e honestamente, você nunca foi um apostador a altura. No jogo da vida nunca passou
de aprendiz. Vamos me dê provas do seu potencial, se é que é capaz. Estou sentada
aqui, esperando algo a altura. Sabe porquê não vai além? Porque tem medo de perder,
só que ainda não sabe que não tem nada.  

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