Eu disse nunca, ciente de que tal palavra nunca se aplicaria a mim.
Na maioria das vezes eu não sei, não sei com que intensão se dão
as coisas, eu posso arriscar até onde podemos presumir algo sem
sermos atingidos pelo nosso próprio ego?
Te conhecendo como te conheço... Mas, eu não conheço. Nem consigo
me reconhecer em tais atitudes. Ariscado mesmo seria supor, mas minha
imaginação vai além da realidade. Com esse tanto de suposições,
seria uma visionária.
Só o que sei, é que quando amamos, cometemos o erro de sentir
reciprocidade, ou seria eu uma mera iludida?
Se algo em mim não muda, essa algo é amar. Amor demais. Por vezes
me sinto tão como sempre, repleta de um amor genuíno e
incondicional. A vida acontece e nela me vejo como sempre me vi,
sensível ao genuíno sentimento. Completará dez anos.
Por vezes me sinto a mesma, por hora diferente de tudo que um dia fui
capaz de ser, seria esse ser que habita em mim único?
Eu amo, e em quanto viver temo não poder evitar amar. E como doí
amar, por vezes esse sentimento se mostra tão egoísta. É
desolador, os pesares nos faz refém.
A madrugada se torna solitária, assim como tudo dentro de mim, que
não tem fim nem inicio, esta tudo pela metade, incompleto e
inacabado. Afinal tem um ponto final? Quero só pra mim, mas nem sei
o que abrange esse querer. Só o que sei dizer é que é meu. Minhas
escolhas, meu sentimento, minhas inconstância explicita. Amar parece
significar perda de controle, algo me atrai e me mortifica.
Não sou capaz de explicar, na minha opinião, demanda em provas, eu
sei tão simples fenômenos da natureza, o tempo passa, as horas,
dias, meses, anos correm, mas continuo a sentir, mas real do que
qualquer coisa palpável, é amor, embora isso não traga nenhuma
certeza da finalidade desse sentimento. Amar, simplesmente por amar,
sentir por sentir, independente do motivo, finalidade, independente
do fim, apenas e puramente amor.
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