6 de abril de 2016



 Eu disse nunca, ciente de que tal palavra nunca se aplicaria a mim. Na maioria das vezes eu não sei, não sei com que intensão se dão as coisas, eu posso arriscar até onde podemos presumir algo sem sermos atingidos pelo nosso próprio ego?
Te conhecendo como te conheço... Mas, eu não conheço. Nem consigo me reconhecer em tais atitudes. Ariscado mesmo seria supor, mas minha imaginação vai além da realidade. Com esse tanto de suposições, seria uma visionária.
Só o que sei, é que quando amamos, cometemos o erro de sentir reciprocidade, ou seria eu uma mera iludida?
Se algo em mim não muda, essa algo é amar. Amor demais. Por vezes me sinto tão como sempre, repleta de um amor genuíno e incondicional. A vida acontece e nela me vejo como sempre me vi, sensível ao genuíno sentimento. Completará dez anos.
Por vezes me sinto a mesma, por hora diferente de tudo que um dia fui capaz de ser, seria esse ser que habita em mim único?
Eu amo, e em quanto viver temo não poder evitar amar. E como doí amar, por vezes esse sentimento se mostra tão egoísta. É desolador, os pesares nos faz refém.
A madrugada se torna solitária, assim como tudo dentro de mim, que não tem fim nem inicio, esta tudo pela metade, incompleto e inacabado. Afinal tem um ponto final? Quero só pra mim, mas nem sei o que abrange esse querer. Só o que sei dizer é que é meu. Minhas escolhas, meu sentimento, minhas inconstância explicita. Amar parece significar perda de controle, algo me atrai e me mortifica. 
Não sou capaz de explicar, na minha opinião, demanda em provas, eu sei tão simples fenômenos da natureza, o tempo passa, as horas, dias, meses, anos correm, mas continuo a sentir, mas real do que qualquer coisa palpável, é amor, embora isso não traga nenhuma certeza da finalidade desse sentimento. Amar, simplesmente por amar, sentir por sentir, independente do motivo, finalidade, independente do fim, apenas e puramente amor.

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