25 de novembro de 2016


Assim que te vi pela primeira vez, não gostei da sua camisa, seus óculos não pareciam harmonizar com seu rosto e eu me perguntei sobre a cerveja que estava tomando, assim como naquele instante, estou questionando a seu respeito. Quer dizer, no seu lugar, eu não teria ficado, embora você tenha me parecido corajoso o suficiente pra isso. Naquela noite, me lembro de ter observado seu sorriso e o quanto na verdade ele me chamou atenção. Provavelmente você não entenderia se eu dissesse o quanto isso tem soado estranho pra mim, como no momento em que você tocou delicadamente minhas costas ou quando entrelaçou seus dedos aos meus, foram gestos tão íntimos e você os fez com tanta naturalidade. Seu modo de ser me deixa sem reação, mas você não parece se importar com o fato de mim não saber como agir nem o que pensar. Tudo tem acontecido com uma velocidade assustadora, o que não sei se é bom ou ruim, mas sua tarde monossilábica me deixou aflita, e isso pra mim é muito serio. Estou a ponto de ser piegas, e eu não sei se estou pronta para lhe dar com tudo  que tenho sentido sobre você.

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