Eu
tinha má intenção,
mas
quando disse que gostava de me observar, fiquei sem saber o que
dizer.
Depois
quando todos sumiram, tentei não fugir.
Você
me chamou, mas fingi não ouvir.
Então
eu permaneci lá, como se não tivesse dito nada.
Prefiro
pecar com um talvez, do que com uma certeza.
Você
quase fez com que me arrependesse,
mas
devo dizer que assim que pisei pra fora, senti o vento soprar a meu
favor,
e
apreciei cada passo.
Eu o
peguei pela mão e o levei,
como
se soubesse exatamente o que fazer.
Enquanto
você falava eu pensava no que fazer em seguida,
é,
demorei para cruzar o pequeno espaço que ainda restava entre nós.
E
posso dizer que cada diferença entre nós foi perceptível logo de
início.
Continuei
a te conduzir sutilmente,
então
não posso fingir não gostar do seu modo furtivo de me ver agir.
E
estávamos de acordo, quer dizer,
o
modo como nossos corpos convergiam,
determinava
o ritmo.
Por
algum motivo a noite se resumiu
no
modo como direcionava meu quadril,
assim
pelo modo como correspondia a cada movimento meu.
Senti
meu corpo ceder ao seu sorriso,
depois
estremecer só com o toque dos nossos lábios,
e
toda comunicação acabou por se resumir
no
seu modo de me olhar até você ser levado novamente a mim,
repetidamente,
levando
de mim qualquer possível decisão sensata.
E
quando tudo estava em silêncio olhou dentro dos meus olhos
fazendo meu estômago revirar.
Deixe-me
prová-lo apenas com meu desejo, permitindo assim
que
eu me sinta eu mesma novamente antes mesmo que vá.
Quer
dizer, o primeiro, nunca o último.
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