12 de setembro de 2017



Estou sentindo aquele nó, que por tantas vezes me forcei a ignorar, ao pensar em você. Faz
uma semana que eu não te tenho mais comigo. Uma semana que você não sobe sobre meu peito e encosta seu nariz no meu, antes de repousar sobre mim.
Eu sempre quis você, mesmo antes de você se quer existir. E você foi simplesmente melhor do que qualquer coisa que eu poderia imaginar. Uma semana, e você muda minha vida novamente.
Depois de dois anos, você me deixa, sem avisar, do dia pra noite, já não é mais você. Aqueles olhos gigantes e brilhantes se foram. Embora o que mais doa, não seja, o imprevisto, a perda abrupta, não em si, o que doí é o que esta sendo levado aos poucos de dentro de mim. Sua presença pela casa, sua doçura, a sintonia, a parceria. Depois da angustia vem a saudade, que nunca se vai, é a certeza da vazio que agora reside, no lugar em que ocupava, e ninguém pode preencher, ninguém vai substituir. Ninguém vai me amar como você me amou, com o seu modo de ficar sempre ao meu lado. Você foi muito cedo, mas o amor que eu senti por você nesse breve período, tento me convencer que foi o suficiente para uma vida inteira.
Eu ando pela casa e por vezes me questiono, do motivo de ter partido, e a unica resposta que eu ouço é silencio. A conta não bate, sobra a parte que é sua, e é um vazio tão grande, que por vezes impeço de explodir dentro de mim. Dois anos de amor, dias de angustia, e uma vida de saudade.

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