1 de junho de 2019




Desculpa, vou retirar meus sentimentos do seu caminho.
Te tirar da confusão que crio, dentro da sua mente.
Te poupar de criar uma explicação pra aquilo que eu já sei.
Você parece não concordar eu chegue, balance tudo e vá embora.
Mas você acabou com toda minha paciência,
só não espere que eu me sente quieta.

Vejo em seus olhos quando eles me procuram, quando
me seguem, quando pousam e permanecem em mim.
Você pode dizer o que quiser e agir como se não se importasse,
mas você não pode me punir,
não pode tirar de mim aquilo que não consegue controlar.

Eu fui embora, mesmo que ainda tenha minha intensidade,
minha presença. Ainda que tenha que estar com os sorrisos,
risadas, historias, com a ambiguidade e
todas outras coisas que te surpreendem,
fique também com aquilo que não entende,
com o que não sabe lhe dar sobre mim.

Tenho a irritante habilidade de fazer o quero,
mesmo que por vezes me perca, como me perdi
no brilho que seus olhos tinham quando eu olhava direto pra eles.
Mesmo que eu tenha ficado só por você.
Não posso mais permitir me importar,
então não olharei de volta, não mais retribuirei,
eu vou só ir embora, de novo e de novo,
sem muitas perguntas, sem me despedir.
Será sempre um adeus, cada passo pra longe de você.
Todos os dias, mesmo sem vê-lo.
Encenar que não ligo, até que seja verdade.
E só o que permitirei de você é que me observe,
que me veja passar pela sua vida.

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