16 de novembro de 2020

 

“A experiência recomenda um homem”, ouvi essa frase em um filme sobre o século 17.

Se tem algo na vida que fiz questão de acumular nesses anos todos foram experiências, e quatro séculos depois, as experiências que vivi ainda não soam como impressionem perante a sociedade.

O que me falta em reconhecimento, me sobra em escárnio. A parte boa é sentar e rir de um jovem do mesmo modo como se ri de um homem mais velho, e os fazer calar quando se sentirem superiores com a mesma leveza de quem tira seu próprio sutiã com dois dedos.

Sou aquela uma entre tantas que vai te mostrar que não sabe nada, e que o contrario não se aplica a mim. Cruzei a linha apenas para aprender como desmontar, retirar as peças e reprogramar.

Então não, não vai falar comigo como quiser, não vai agir como bem entender, e sair andando como

se fizesse ideia do que faz, não depois de cruzar meu caminho.

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