26 de dezembro de 2020

O amarelo da vida

 O ceu amarelo da noite, do que foi vermelho, ao amarelo, vivido na madrugada. Presente como o vento gelado que move as folhas, sombrio, existente, real. Do amarelo no cinza, o claro no escuro, causa do o contraste das árvores escuras sobre o pano que se mostra amarelo no profundo breu da noite. Onde estou se não sou mais a mesma? Exposta a noite ao frio, a imensidão de solidão e abandono que acompanha este ceu. O cenário da morte, do lúgubre do penoso e da dor, a dor da alma. O amarelo que vive na noite anuncia a escuridão da nossa alma, e podemos claramente ver porque vivemos e pelo que morreríamos. E sem querer revela a parte mórbida, fúnebre que habita em nós. Nos lembrando da vida ao nos por diante da morte. Sobre a qual nunca ousamos mencionar. Talvez devesse ser apenas o ceu, uma de suas tantas facetas, mas me absorve, dominando cada parte do meu corpo, enquanto me transporta para aquele lugar melancólico que existe dentro de mim e nunca cederá.

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