Eu
dei, ele tirou. Só não eram necessárias palavras e gestos a mais, geralmente
não é.
Mentalmente
eu dizia a mim mesma, enquanto ele falava, “não ouça nem uma palavra!”.
Ele
pegou na minha mão, demorei para me dar conta, depois para entender, e confesso
que depois de todo esse tempo, ainda não compreendi o motivo. Não lembro de
permitir a você pedir mais, o momento em que você interrompe meus passos e me
prende contra parede é um risco, tudo fora do combinado na verdade, mas você é
tão incapaz de notar.
Eu te
conheço bem, então faça o favor de não tentar me alterar. A questão não é “se”,
é quando. Permanecer não faz parte de qualquer coisa entre nós. Essa não é sua
primeira vez, preste atenção!
Não
fale como se fossemos iguais, não me compare a você. Mantenha o respeito e a
distância das minhas emoções. Eu o pego pela mão, eu conduzo, eu determino o
que acontece.
Então
pare, pare de enviar sinais, pare de tentar me conduzir, não quero decifrar
nada.
Quero
satisfazer minhas vontades, quero não me preocupar com mais ninguém além de mim
mesma. Venha quando eu pedir, fique quieto quando eu mandar e ninguém vai se
machucar quando eu for embora.
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