Já era tarde quando decidi voltar, a noite encobrira tudo que a realidade mostrava ao dia, o vento brincava com os fios do meu cabelo, fazendo os cachos dançarem com o som das folhas agitadas. A escuridão retornava mais uma vez em meus olhos, me cegando, indubitavelmente guiando meus passos, tentava recordar o trágico momento em que tudo deu errado.
Vamos, sirva-se da doce decadência, eu dizia, observe meus passos até o abismo e ria da tragédia. Me abrace, segurando-se firme em mim, contando os minutos até eu estar completamente sem ar e me carregue em seus braços. É a minha decepção em seu abandono, seu obscuro desejo dentre minha sutileza. Então antes de eu ir embora você se entregara a dor, e quando o gelo em seu coração derreter e ele secar, você estará completamente sozinho. Na noite que cai sobre nós, meus gritos não saem da minha garganta, o silêncio que há aqui, permanecera.
Continuo esperando as respostas que se perderam com o tempo, onde esta a certeza afinal? Onde eu me pergunto, sorrindo com o olhar vazio.
O toque suave, em uma pele macia, desfazendo as barreiras do tempo, o momento em que
os sentimentos transpassava as camadas da dúvida. Mostre-me a verdade em suas palavras,
que me atingem ferozmente, e lhe mostrarei o que significa me amar.

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