4 de julho de 2010



-O último de nossas vidas! Ela sussurrou. Deixando óbvia suas falhas, agradecendo a ele por ter a conduzido ao fim. Seus sentimentos eram para toda uma vida, mas que agora deixava marcas por onde quer que ela caminhasse.
Ele a puxou pela mão e a abraçou, costumava dizer a ela ''Don't worry Baby!'', seguido de um sorriso. Suas mãos macias e delicadas, pareciam cerca-la em mundo onde compartilhavam de um sereno encanto.
Mas houve o fatídico dia em que os murmúrios ocultos foram ouvidos e o que ele não pode dizer ficaria entre eles para sempre, os levando até aquele momento, em que ela o viu chorar, suas lágrimas silenciosas reprimiam seu sofrimento, e ela pode ver em seus olhos a dor que ele sentia por perdê-la. Então delicadamente ela o aninhou em seus braços, na esperança de se sentir novamente completa. Tentava dar a ele a ilusão de ama-lo, procurava desesperadamente por algo que pudesse amenizar o que ele sentia, para que a culpa de tudo que estava acontecido não lhe parecesse tão dura, porém ele sabia que no momento em que ela partisse, nunca mais veria aquela pessoa, não como vinha vendo ao longo dos meses. Como se previsse, disse a ela que não voltaria aquele lugar, que iria para sempre, deixando apenas as lembranças a sua volta. E para seu infortúnio, não estava mais sobre o controle dela, tais decisões já tinham sido tomas no instante em que ele a decepcionara pela última vez. Mas já era tarde, tudo o que ele havia feito levou ela a desistir, seu coração já não estava mais ali.
Muito tempo depois dela ter ido ele ainda tinha a sensação de tê-la ao seu lado, sentindo sua pele macia, e em seu perfume o conforto que ela trazia.
O tempo guardava em suas surpresas, o fato dele mais tarde ter notado que ela era única, encantadoramente única.

Um comentário:

Vitória Guerra disse...

*Dedicado ao menino que me incentivou a escrever, contudo ficou minha insatisfação e meus feitos marcados na vida dele.Mas que sua procura por algo inebriante permaneça viva,pois acredito que não so a verdade mais como a magia esta em quem consegue enxergá-la.Como não a vejo não posso jugá-lo,como não compreendo,não posso acompanhá-lo.