14 de julho de 2010



' ''Se eu pudesse ser quem você queria o tempo todo!''
A confidente, a amiga, então o mundo voltava girar. Não tão simples eu apenas aprendi, talvez seja mais fácil agora, que o som da sua risada não faça mais parte do meu sons habituais, que sua voz sumiu de minha cabeça, assim como o que nos manteve juntas. Talvez seja assim, as pequenas partes de mim se vão com outras pessoas, e você era a parte mais pura de mim, minha vontade de permanecer, de ser inocente e não crescer. Não foi seu mau gênio, seu drama sentimental e tolo que me fez ficar ao seu lado, mas sua antiga coragem de me manter próxima a sí, permitindo que não mudasse o pouco de mim que havia em você.

Do dia em que nos conhecemos, ás músicas que berrávamos, felizes pelas pequenas coisas que permitíamos dar uma a outra. Essa parte cedeu, não resta nada a se prender, pode ser tolice minha mas ainda prefiro a garota que enxergava o que eu era, sem temer dizer o que sentia.
É simplesmente triste,  deixar as pessoas irem, não corra, não há um motivo, o que tínhamos se perdeu com o fim de nossa pré-adolecência. Você não pode compreender a menina que te observava enquanto estava triste. Não esperava que pudesse, ela se foi, assim como as crises de risos que ela despertava em você. Hoje ela não espera que a visite, não teme ser deixada de lado, entende que não precisa da lógica e da necessidade de liberdade que ela tem. Como você um dia cresceu, ela também. Ela estava ao seu lado enquanto isso acontecia e você não notou no que ela se transformava, estava envolvida em pensar em um jeito de levar uma vida comum, obedecendo assim a uma ordem natural da vida. Estava preenchendo sua horas vagas com conversas fúteis, cercada de pessoas que a deixara sozinha no escuro chorando.
Não bastou que ela a ouvisse, tinha que ser como você, o mesmo cenário a mesma realidade. Então a culpa de se ausentar, mas nunca mais trouxe ela de volta ao seu mundo, você diz a ela que não nota seus problemas, mas ela estava no canto do quarto de hospital os vendo. Como um fantasma, como uma protetora a guardando, esteve nos lugares em que gosta de ir, fez parte do seu dia a dia, lhe fazia companhia o tempo que precisasse, era isso que você significava para ela.
Você teve medo de enxergar o mundo em que ela vive agora, se agarrando ao passado, como que se o visse transformaria a menina que conheceu aos nove anos de idade. É o seu mundo rosa, sua fantasia. Tenha receio, fuja. Feche os olhos e tente não vê-la pedir sua ajuda enquanto vive seu conto de fadas.




*Os verdadeiros amigos jamais se separam!

Um comentário:

Gregory Zanon - The Crow disse...

Os verdadeiros amigos jamais se separam![2]

Mas é impossível não sentir essa "separação" quando um se distancia