Abro meus olhos já esta de manhã.Eu olho para janela,da onde vem toda a claridade que há no quarto.Não estou em casa, não estou sonhando.Há barulho mas vem de longe, tudo esta calmo.
Minha cabeça lateja no exato momento em que algo se mexe ao meu lado, então eu o vejo.Há um homem ao meu lado, traços fortes,respirando tranquilamente ele dorme,tento me recordar das últimas horas em que estive acorda,nada.
Volto a observá-lo, cabelos escuros tocando seus ombros desnudos,boca delineada,não o reconheço assim como o sentimento que experimento no momento.
O vento sopra forte, me cubro com o lençol,sonolento ele abre os olhos e diz algo que não posso compreender depois sorri pra mim,ele me puxa e beija meus lábios, voltando a cochilar,seus braços em volta de mim,carinhoso e apertado,quem é ele?
Meus dedos deslizam dos ombros as costas dele, suave.Meu rosto bem próximo a ele capta o seu perfume,meus olhos analisam sua fisionomia,tento entender o porquê.Me pego tentando descobrir o que ele esta sonhando, tento entender seu gesto protetor,mas me surpreendo a cada movimento em que ele se aconchega mais e mais ao meu lado.
Olho ao redor,há roupas no chão, a porta esta aberta e só o que consigo ver são paredes brancas fora do quarto,me sinto tentada a sair e procurar algo a respeito dele.
Não sei o que fazer,esta tudo tão sereno,mesmo meus pensamentos tentando buscar respostas, eu o olho dormindo e sinto algo bom,é acolhedor,é confuso.
O despertador toca,ele se vira tateando o chão para encontrá-lo, e o desliga.Tudo congela, não ouço mais nenhum som vindo de fora,nenhum movimento,uma voz em minha cabeça me diz que é o momento, é a hora de ir.Me levanto procurando minhas coisas pelo chão,ele continua dormindo, eu saiu do quarto,algo me é familiar ali, mas não tenho tempo para pensar,vou embora.
Não é um lugar em que já estive antes, as casas a maneira como o sol ilumina a grama, é estranho,desconhecido.Vejo um ónibus vindo,reviro meus bolsos e encontro dinheiro, eu subo...A caminho de casa.Logo volto a reconhecer os caminhos por onde o ónibus passa, mas continuo não sabendo de onde ele vem.
O que fiz?Quem era ele?As respostas me assombram, não entendo o motivo de me sentir daquela forma, mas estou voltando para casa, estou tentando esquecer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário