Era uma tarde linda,calma,fresca.No céu azul,algumas nuvens cinzas mostrava resquícios do que tinha sido um dia chuvoso,o sol já fraco aquecia lentamente sua pele.Ela foi de encontro ao seu destino.
Ela tinha o que chamavam de psicose maníaco depressiva,mesmo que estivesse tudo bem, ele havia sido desatento,ela só queria um algum lugar para ir, e agora ela vagava sem rumo.Seu olhos se enchiam de lágrimas em contraponto com o sorriso em seus lábios,sensível,ela não queria ser deixada,então de repente não era tão mau assim,era apenas um garoto.
Seus passos eram tranquilos, suas emoções inquietas.Poderia ser ele?No que ela queria acreditar afinal?Ela não sabia, a única coisa a que podia se apegar era, que ela era mais que isso.Depois de se sentar ela queria chorar, queria sumir, queria que o mundo simplesmente parasse de girar.Não dava para entender o caos em seus sentimentos,ela queria,havia tentado,o que mais poderia fazer?Ficar com raiva,chorar sorrir.Ela fez isso,ela ouviu a musica calma e aconteceu.
Não era o suficiente, ela se revoltou com o mundo,com o que via através de si dele.Foi quando ela deixou passar, se manteve calma e respirou fundo,guardou toda a confusão que sentia em algum lugar da sua mente,e voltou para casa.
Nada estava perto de estar bem, mas ela tentou não chorar, não rir, não pensar.E tudo foi embora, lentamente.E se não desse certo,quem se importaria?Ninguém!Que diferença faria se ela desistisse?Nenhuma!Não restavam muitas escolhas,ela não poderia estar onde gostaria,não naquela noite, e talvez nunca.
Em um momento de fúria ainda antes de sair ela pensou em tudo que acontecera e disse a si mesma, que desistiria, que não importava seu esforço e consideração, para algumas pessoas, como ele,não significaria nada.Ela queria deixá-lo de lado, queria a calma,mas o lado tempestuoso dela ainda relutava.
De repente tudo aquilo a fez sentir impotente e decepcionada,mas quando chegou em seu quarto,quando chegou a si novamente tudo já estava em paz, a importância que ele tinha em sua vida voltava ao devido lugar.Levaria questão de segundos para se enfurecer novamente e tomar alguma atitude,com a raiva violenta que direcionava ao outros,suas razoes era puramente emocionais, mas quando ela escrevia elucidava todos os lugares obscuros de sua mente.
Ela tinha opções, mas o que deveria vencer em suas atitudes, a razão ou a emoção?E dentro de si, a indiferença ou a sensibilidade?Ela não quer mais fantasiar, não quer esperar que alguém a pegue pela mão, mas não pode tentar sozinha.Levada a importância,quer acreditar no amor, na vida...Então ela projeta seus desejos, ela quer cuidados, ela tende aos extremos de si.
Nenhum comentário:
Postar um comentário