21 de dezembro de 2010


Encaro seu olhar penetrante,sua voz preenche meu ser, estou sendo vencida,
mas não estou perdendo sozinha.
Seus dedos continuam envolta do meu pescoço,proferindo uma raiva contida que é indiferente a minha percepção.Sinto sua a dor que lhe sufoca,que lhe fere,que destrói sua esperança,
entregue aos seus demónios,sozinho e com medo.
Envenenou seu anjo da guarda com seu ódio destrutivo de si mesmo,não espere ser salvo.

Não esta parando,a chuva continua caindo
O chão esta seco.Estou no cais,amaldiçoando o tempo
Ele esta contra mim.
A verdade é que eu acreditei,depois vesti minha
armadura e esperei.
Observam minha proteção reluzente e proferem palavras que me desconhecem.
Sou dona das minhas escolhas,esperando pelo julgamento das minhas verdades que são distorcidas por olhares egoístas.
De costas para a maldade,a favor do vento,estou vendo o que ainda não são capazes de entender.

Eu lhe dei escolhas,ignorei sua admiração apaixonada,e pedi que não fosse adiante,que não cometesse o erro de tentar me entender.Rejeitou meus avisos,enfrentou meu desdém,se remoe de remorso mas não ouço suas desculpas.
Não precisei do seu disfarce,neguei sua proteção,agora não tem mais nada.Foi atirado a indiferença,condenado a miséria,sendo deteriorado pelas palavras que proferiu.

Quando a chuva toca o chão um estalo pode ser ouvido há um impacto violento entre a água e a calçada,elas colidem com elas mesmas e com tudo que tocam.
Você poderia desculpa-la pelo incomodo insistente mas não fará diferença ela nunca ouve,ela simplesmente cai,agride sua percepção fere sua calma.Se respira-la consegue sentir o frescor do maligno ozónio corroendo seu organismo.
Esta é a sensação que ela causa,a sua pureza destrutiva.Necessária e imprudente, não pode ser detida,esta no vento forte que a anuncia nas folhas que se agitam esta no silencio que se é quebrado com sua presença.
Ela é formada por nuvens carregadas,que escurecem o céu causando um barulho ensurdecedor ao tocar o chão,e se condensam quando não pode mais suportar todo peso negro sobre si,ira elétrica,ventania nefasta,precipitação que lesa.
Impassível a força que todos admiram,é a tempestade que passa na pela sua vida,vindo de um dia quente de verão.

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