17 de dezembro de 2010


Fiquem quietos
Estou tentando enterrá-los
Parem de se mexer
Não os ouço mais,então não gritem!
Os sete palmos,transformados em metros,
em um buraco frio e triste em meu peito
Alguns morreram há semanas, outros há minutos
O cheiro se tornou insuportável,
Eu costumava brincar e conversar
Com os cadáveres que assassinei
E mesmo agora,sinto tanto por terem ido

Eu os sacudia, e implorava
Mas nunca responderam
Porque?
Porque me forçaram a fazer isso?

Quando em vida eu os ouvia
Era gentil,sempre a disposição...
Nunca pedi mais do que poderiam me dar,
mas tinha que ser assim
Eu fico repetindo para mim mesma,
A culpa foi deles,todos com um ou dois erros imperdoáveis
Os créditos que foram se aumentando com o passar dos anos
Me deixaram endividada,eu precisava ser ressarcida.

Estou terminando de cobrir suas sepulturas
As decorando com flores mortas,como sinal de
que já podem descansar em suas miseráveis covas
Estarei velando por suas almas.

Nenhum comentário: