É tão lúgrebe odiar estas lembranças.
Ainda não entendo,mas sei que existem motivos,
e mesmo que os saiba,temo ser incapaz de compreender.
Acho que não há desculpas,quando se erra propositalmente.
Confesso que errei ao procurar por ele em todos os lugares que estivemos,
por ir ao seu encontro,errei ao tentar persuadi-lo.
E me puni por acreditar em tudo que ele dissera,
Mesmo que ele tenha me levado a aceitar tal afeto,
Eu confie em cada maldita palavra,
Estive por perto,fazendo com que tudo se ajeitasse da melhor forma possível,
E lhe dediquei os mais penosos sorrisos,apenas para que pudesse se senti bem.
Ele nunca disse se deixara de me amar,mas não esteve mais presente.
Hoje não preciso de um desculpa para justificar ele ter brincado com meus sentimentos
E não quero que ele me diga que foi verdadeiro,
porque confio em meus sentidos bem o suficiente para saber que não foi.
Em uma noite de Setembro,passou por ele uma brisa,e ele me amou fugazmente,
o que fez com que pensasse que tinha o direito de incitar algo em mim.
Quando eu não pude mais sorrir usei meu charme,e só depois percebi que não poderia lhe dar com isso,foi quando jurei a mim mesma que ele jamais tocaria em mim novamente.
''Reconheço meu pesar,quando tudo é traição...''

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