
Retornando ao ponto e partida, aos sorrisos partidos. No caminho de volta, me equilibro no meio fio, a música ressoa em meus ouvidos, a noite começa, o vento esfria, meus passos entregue a distração, uma voz estranha transpassa meus pensamentos causando um lapso, uma interferência, me viro, de relance o vejo sorrir e reconheço a fragrância que o envolve, garoto incomodo.
Sigo até o momento em que me deparo com sua feição, é tão ríspido estar lá novamente, na sua frente, com o mesmo discurso prolixo, o mesmo sorriso torto e descabido. Você se aproxima despercebido, estou ali mas não sei o que farei em seguida, pois meu coração estará lá entre as paredes de seu quarto, meus sentimentos permanecem encarcerados em sua mente, enquanto fala, penso em uma fuga para tudo aquilo que está com você. Não quero mas vê-lo, não consigo mais olhar em seus olhos, mas querido me diga por que não consigo fugir, as lembranças me afrontam, sua falta me definha, não quero mas ser boa com você, porque você sabe que não fim não me comportarei bem.
Sentimos a falta que provocamos um no outro, as perdas e todas as palavras que não deveriam ter sido ditas ocuparam o lugar de todas aquelas outras que dizem tanto sobre nós, manter distantante estando tão perto,faz com que a culpa desta tortura seja minha.
Não sou mais feliz e não preciso ouvir de ti o que deu errado, estou aprendendo a lhe dar com isso. E não importa o que tenha dito para me fazer ficar, pois é também o que deixamos para trás. Seguindo em frente, sua voz é o fantasma a me perseguir, seu rosto assombra todos sonhos que um dia tive e novamente a culpa é minha por tê-lo trazido até a minha vida, não posso ficar, mas não consigo partir. Nesse momento gostaria de nunca tê-lo conhecido.
...Mas toda vez que eu procuro uma saída acabo entrando sem querer na tua vida.
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