Ficaram me observando queimar, mas tudo bem, não quero mesmo entender como isso funciona, está fora de alcance.
Estou ficando louca ao me sentir assim, tão viva. Estou me derrotando ao tentar superar certas coisas, que no fim é o que sou, são efeitos colaterais. Me irrita ter de seguir em frente, não saber onde estou, e o que esta acontecendo ao redor, simplesmente não dá pra ver onde as coisas se ajustam. Bravejando por enxergar as coisas acontecerem dessa forma, fora do meu comando, além das minhas suposições.
Mas é pelo fim, quando finalmente me calo, e as brigas se perdem no tempo, a tempestade passa, por um instante, antes da próxima, antes que o acaso chegue mais uma vez. Cairei, mas a verdade é que gosto de como isso doí em mim, estou batendo para que revidem, de novo e de novo. Dessa vez não é o tempo, sou eu dando tempo a ele.
Quanto tempo a te acontecer novamente? O silêncio não é tão doloroso, as palavras estão me corroendo como ácido, me cortando como laminas, estou lutando contra isso, mas não posso apenas deixar de lado, amo o modo como mesmo sabendo, me confundo, só para me afundar ainda mais, uma mentira,um engano, não para a forma como estou pintando a realidade apenas para vê-la se revoltar. Estou obcecada pela covardia, incitando injustiça enquanto discurso o contrario. Anseio a dor como imploro pela tranquilidade, sou fingida e dissimulada procurando pelo próximo conflito. Quero o que todos querem, do modo mais dolorido, mais satisfatório.
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