As intenções sempre vão além de expectativas reais. Nós produzimos para mais, mas as melhores coisas são surpreendentes. Detesto quando a calça aperta na cintura, me sinto dividida ao meio.
Não importa o que tenha ocorrido além do meu campo de visão, tirei meus óculos me maquiei, eu estava certa, feminina e solta, indo para onde quer que fosse.
Os rapazes nos admirando não era o motivo, estávamos juntas, isso sim era divertido, quando os encontramos, eram eles quem estavam em nossos planos, sendo arrastados pela torrente do nosso entusiasmo.
Agradeço os elogios, mas o que enaltece é o estado de espirito, aquele em que estou me sentindo leve, começando a dizer as coisas que me vem a cabeça, é apenas um reflexo, estou movendo tudo ao meu redor, não importa o que tenha saído errado, não estou tentando ser nada além disto que me é tão espontâneo, debochado. Estou incitando a liberdade de escolha, dizendo sem arrependimentos que as coisas serão como eu quiser, então não me encare como se não tivesse tido escolha.
Se impressiona meu modo de fazer as coisas, não é o que me importa, não estou arriscando nada, por ninguém, não tenho que confiar em ninguém além de mim mesma, nem que agir da forma que esperam, não estou tentando provar nada, não estou tentando convencer ninguém. Sozinhas ou acompanhadas, no meu ritmo ou no delas, flui.
E quando paro para olhar, a frequência dos batimentos voltam ao normal, as escolhas que fiz podem até ser penosas em determinados momentos, mas não consigo mais pensar em qualquer outra coisa que deseje.
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