8 de março de 2012

Letargia induzida
Estamos em velocidade reduzida. Ok! Estamos bêbadas! Esta tudo bem, até que você dê a ideia, então vamos discutir o assunto de forma impessoal, debatemos minhas prioridades, estamos discando para a sua. Não importa o que eu diga, ela contestará, tudo porque ela quer ver as coisas cederem, caírem, quer me ver perder a dignidade, pelo teor alcoólico, mau, muito mau. Veja só ela começou a dizer o que quero escutar, então ela discursa sobre romantismo e afins, fazendo com que eu queira perder no meu próprio jogo de corações partidos. Sem querer nem mesmo pensar, começo admitir a mim mesma, considerar os erros, e me vem uma leve vontade de mudar a situação,que misturado a doses elevadas de álcool, ínsita atitudes. Espere apenas um instante menina! Esqueça dos meus assuntos inacabados, estamos aqui, bêbadas, soltas e inconsequentes, por você, por você que não sabe se chora ou se ri, não comece a se fazer de durona, me dar sermões, cá entre nós, os meus são mais úteis, eu erro de qualquer forma, você ainda está em tempo.

Não importa o que eu diga, a carne é fraca, sempre ligo. Ai depois bate o arrependimento, misturado a felicidade de não ter créditos, é um perigo álcool e telefone, é minha loucura mais sem limites, quando por segundos que sejam, me bate uma esperança inflamavél, ilusória, tudo dará certo, ''não, tem mesmo jeito''. Por fim, contornamos as adversidades, nos conformamos e rimos, é o que nos resta, rir da infelicidade disfarçada de ambas, e ainda sim não faz mal, é o estado ''fossa'', é triste, incerto e gozado ao mesmo tempo.

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