Faz um segundo, apenas um segundo, e o breu da noite da lugar a mais gélida e calma manhã, o silêncio que há por toda parte, esta por abafar o som do vento que vem de fora. Mesmo com os olhos fechados, vejo a luz do sol atravessar a cortina,em sincronia com o vento forte e frio.
Meu corpo navega sobre ondas calmas e intensas, dentro de mim uma tempestade se forma e se desfaz, tão rápido, que sinto o controle ,o sentido, fugir das minhas mãos. Tem a ver comigo, contudo não sou eu, há uma força atraindo nossos corpos, unindo nossas almas, com uma intensidade extraordinária, debilita nossos sentidos, criando uma resistente conexão.
Não sinto que esteja em mim, o sentimento que está a pairar, não me pertence, e não tenho forças para conte-lo, tudo porque, por algum motivo sinto o toque, seus braços me protegendo, formam uma barreira com o mundo lá fora. Nossos lábios ao se unirem, move tudo ao redor, a forma como nossos corpos reagem, ao se moldarem, compõe uma profunda afinidade, uma sintonia que até então desconhecia.
Pelas batidas de seu coração eu o sinto em mim, o sinto invadir cada parte de mim, enxergando cada detalhe, assim como vejo, através de seus olhos, todos seus sentimentos, e os sinto se converterem em uma única sinfonia.
Por alguma razão, eu apenas sei, que o há, acontece como se estivesse programado, não pode ser quebrado, revertido ou desvincilhado, e mesmo isso me soa como desvaneio. As sensações inundam minha mente, fazendo com que me sinta vencida, e mesmo isso me deixa tão leve. Nesse exato instante algo foi alterado em mim, algo que esteve escondido de mim mesma por todo esse tempo.
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