2 de junho de 2014


Me lota, me sufoca, me completa, de amor, de fúria.
Pune minha audácia, minha rebeldia, minha indiferença,
chantageia minhas lembranças, fere meu amor próprio, enquanto jura amor, declama promessas. 
Eu faço trocas desleais perante aos seus caprichos. 
O amor sensato que idealizo sendo profanado, subjugado.
E são nesses momentos em que me vê sem me enxergar, em que me idealiza de modo covarde, 
quando deixa de se quer ouvir o que digo, quando se entope de cega razão, são nesses momentos em duvido do que nos trouxe até aqui.
Já não somos os mesmos, meus defeitos e vícios se tornando atrozes,
minha medida de amar, minha necessidade de solidão, meu julgamento,
seu desdém, seu frenesi, sua cólera, sua desconfiança, sua falta de empatia.
O perfeito encontro, a indomável o opressor, e o afeto que morre aos poucos.

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