Pune minha audácia, minha rebeldia, minha indiferença,
chantageia minhas lembranças, fere meu amor próprio, enquanto jura amor, declama promessas.
Eu faço trocas desleais perante aos seus caprichos.
O amor sensato que idealizo sendo profanado, subjugado.
E são nesses momentos em que me vê sem me enxergar, em que me idealiza de modo covarde,
quando deixa de se quer ouvir o que digo, quando se entope de cega razão, são nesses momentos em duvido do que nos trouxe até aqui.
Já não somos os mesmos, meus defeitos e vícios se tornando atrozes,
minha medida de amar, minha necessidade de solidão, meu julgamento,
seu desdém, seu frenesi, sua cólera, sua desconfiança, sua falta de empatia.
O perfeito encontro, a indomável o opressor, e o afeto que morre aos poucos.

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