Mesmo
não querendo, ela se tornará a atração principal, ela sabe disso.
Acontece
quando as coisas fluem.
Em
algum momento ela ira notar que está sendo cuidadosamente
observada,
depois desprezará qualquer atitude tendenciosa, alheia a tal pretensão.
Ansiando
que o fato passe despercebido.
Ah,
se ela pudesse escolher, teria tantos amigos quanto fosse possível.
No
fim, ela vai jurar não perceber, mas a verdade é que só não se
importa.
Veja
que triste, seu único entretenimento.
Felicidade forjada, atrativos sinceros.
Felicidade forjada, atrativos sinceros.
Se
tornou tudo tão pouco, quase sempre insatisfatório.
Para
ela, é apenas um show, sem plateia, uma apresentação
despretensiosa,
uma
distração irrisória, a encenação da arte de ser ela mesma.
Os
aplausos servem apenas para lembrá-la que vive,
e
esse viver é o que a machuca.
No
fundo de cada olhar admirado, ela encara o vazio,
que
há por trás de toda grande infeliz interpretação,
como
um reflexo dela mesma.
Forte
ou doce, subjugada ou não.
A
grande lição da sua vida, repassada todos os dias.
A
peso e a leveza, até mesmo, de um olhar.
As
janelas da alma, o único lugar onde se é possível
saber
o que se passa dentro de alguém.
Aqueles
que a leem com um misero olhar, são tudo que ela teme.
A
prova de que todo verdadeiro artista, tem um ponto fraco.
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