9 de setembro de 2015



     Quando ela tomou a decisão de agir, tudo que levou em consideração foram as vozes em sua cabeça, aquelas que durante muito tempo ela tinha apenas ignorado. As consequências a destruíram por dentro, então depois daquele episódio, ela foi arrebatada por um sentimento medíocre, o de ser a intrusa.
    A sua falta de maturidade, a impediu durante anos, de enxergar a situação com clareza. A saudade era desoladora, mas a covardia tinha se tornado apavorante. Mesmo que soubesse, que seus sonhos eram apenas representações das inseguranças que moravam em seu subconsciente, eles afetavam diretamente o modo como lhe dava com aquilo. E mesmo naqueles instantes em que lembranças doces enchiam seu coração de amor, no exato momento em que as barreiras desapareciam, por mais que tentasse, não encontrava palavras para justificar sua ausência, não sentia que a atitude que tivera fosse digna de perdão. Mais do que covarde, ela foi egoísta, pois na intensidade da falta que sentia, não considerou ter deixado nada além de desgosto.

    Ela sofreu muito por ser como era, quando lembrou de todas brigas, não conseguiu se recordar de um motivo se quer. No momento mais difícil, foi que decidiu finalmente crescer. Quando se deu conta do sofrimento que estava causando, deixou de se punir, e optou pelo perdão. Reconheceu em alguém que tanto amava, o mesmo erro que tinha cometido um dia, e como em seu coração havia mais amor do que mágoa, decidiu finalmente lutar por aqueles que amava, sem permitir que um dia a mais, se quer, se passasse sem que ela pedisse desculpa. 

Nenhum comentário: