Quando
ela tomou a decisão de agir, tudo que levou em consideração foram
as vozes em sua cabeça, aquelas que durante muito tempo ela tinha
apenas ignorado. As consequências a destruíram por dentro, então
depois daquele episódio,
ela foi arrebatada por um sentimento medíocre, o de ser a intrusa.
A
sua falta de maturidade, a impediu durante anos, de enxergar a
situação com clareza. A
saudade era desoladora, mas a covardia tinha se tornado apavorante.
Mesmo que soubesse, que seus sonhos eram apenas representações das
inseguranças que moravam em seu subconsciente, eles afetavam
diretamente o modo como lhe dava com aquilo. E mesmo naqueles
instantes em que
lembranças doces enchiam
seu coração de amor, no exato momento em que as barreiras
desapareciam, por mais que tentasse, não encontrava palavras para
justificar sua ausência, não sentia que a atitude que tivera fosse
digna de perdão. Mais
do que covarde, ela foi egoísta, pois na intensidade da falta que
sentia, não considerou ter deixado nada além de desgosto.
Ela
sofreu muito por ser como era, quando
lembrou de todas brigas, não conseguiu se recordar de um motivo se
quer. No momento mais difícil, foi que decidiu finalmente crescer.
Quando se deu conta do sofrimento que estava causando, deixou de se
punir, e optou pelo perdão. Reconheceu em alguém que tanto amava, o
mesmo erro que tinha cometido um dia, e como em seu coração havia
mais amor do que mágoa,
decidiu finalmente lutar por aqueles que amava, sem permitir que um
dia a mais, se quer, se passasse sem que ela pedisse desculpa.
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