17 de setembro de 2015

    Ignorância, que me desculpem o termo, mas passo a considerar que parta de mim, caso contrário não seria possível. Existe, está ali, se genuíno, jamais serei capaz de entender. Quer dizer, que droga tomou para se negar veementemente a realidade?! É duro de mais. Estou considerando a imperfeição, mas ela se nega a justificar a falha. Altas doses diárias do que lhe fecha os olhos, seria a justificativa. 
   Vamos dizer do que isso se trata, deixar as farpas explícitas, para depois tentar colocá-las em palavras. Nenhuma das palavras no meu vocabulário bastará. Pode dizer, eu sei que é verdade, é proposital. Qualquer um que tenha tentado atravessar uma parede usando um alfinete, sabe do que estou falando. Quando diz que não saber, se trata do ponto em questão.
   Estou amaldiçoando a mágoa, bravejando contra todos aquele que tinham o poder de me fazer parar. Não posso carregar o fardo, sim, estou falando como se desistisse do que me mantém viva. E teve a coragem de me dizer que ouvir quem se ama pode ser seu fim, como se não fizesse parte dele.
   Desculpe excluir todo lixo que planejou que eu vivesse, não me curvarei perante a sua ideia de submissão, não me vestirei de rosa, não aninharei sua falta de senso. Jamais aceitarei ser massacrada, para mim, não ser o suficiente, no seu ponto de vista, é uma dadiva. E sim, fui forte o bastante para não ser tripudiada.
   E tudo volta, me levando novamente a tudo aquilo que de coração, perdoei, mas não serei capaz de esquecer. Sua garotinha não se renderá. Rancor, meu velho companheiro, tomando as rédeas, só porque existe espaço, sem falar no momento. Você disse que não era capaz, mas festejou quando anunciei a decisão, me diga por qual delas devo me guiar. Há muito por trás desse seu sorriso sóbrio, eu sei. Já ouvi o suficiente para uma vida inteira. E ainda sim lutei por você. Mas que isso, travei embates, venci guerras, por nada além, dos opostos que a formam. 
   Teve a coragem de sufocar as pessoas que ama, tendo em mão apenas sua covardia. Esquecendo de dizer a elas que eram capazes de respirar por si mesmas. Como pode punir quem mais te amava, portando apenas sua dor.
   Porque eu sei, que é a prova, de que tanto disse. Que não faz diferença dentro de mim os estragos que cause, serei mais que capaz, amaldiçoada por te amar até a morte.

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