25 de setembro de 2015




Quando eu os soltei, já era tarde, ninguém para me observar sentir.
Nada que me impeça de ser quem sou, de estar aqui. E será que existe
alguém capaz de me roubar, não consigo acreditar. Eu fui tão fundo,
ainda não descobri por completo, a parte moralista. Já fui eu mesma por
tempo suficiente, mas não consigo simplesmente esquecer de abrir a boca.
Eles nunca saberão a sorte que têm, por serem diferentes.
Parte de mim estará sempre pronta para embates,
embora a atual esteja se remoendo, com tanta porcaria.
A parte ruim da maturidade, o filtro, o auto impedimento, ver queimar tem sido uma desculpa fraca.
É tão chato saber, afinal, como tudo isso funciona. Meu lado travesso não mede o que diz,
não pesa consequências, não faz as pazes, por que simplesmente não há desculpas.
Me dê um graveto, vamos me dê um graveto! Do que é que todos se escondem afinal?
Que eu acabei me perdendo nessa brincadeira. Quero vê-los arder, quero riscar o fósforo.
Preciso de motivos que me bastem para ser má, para ser aquilo tudo que esquecem que sou.

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