4 de setembro de 2016


        Duas além e uma infinidade de momentos perdidos, eu estive presente, ao menos uma parte de mim, certamente aquela que não se importava. Veja esteve ali para mim e eu simplesmente não quis.
Eu falo como se não soubesse, mas eu ainda nem tive tempo de voltar a mim para saber. Eu não soube até estar lá, até ser forçada a tomar uma posição. E até onde eu me entendo por gente essa será sempre minha decisão. Não importa o que esteja em jogo, ainda sim, continua sendo um maldito jogo. Eu poderia ter ido em frente e acabado com isso, mas fiquei aqui para ouvir, mais uma vez aquilo que não esperava ouvir. Ai, ela me diz o ''x'' da questão, e vai embora como se fosse serio.
Então ela vai como se nesse tempo chamado ''o todo'', isso significasse algo. Já não consigo me satisfazer com a ideia de que as pessoas simplesmente sabem aquilo que fazem.
     Quase quatro anos depois estou de volta aquilo que foi o divisor de águas. Eu tomei a decisão certa, mas preferia ter tomado a decisão contraria, só para que cada vez que abrisse a maldita boca você estivesse com razão. Não eu não sabia que era pra tanto, ela não deveria ter dito, não assim, não como se todo esse tempo, o controle estivesse na minha mão e eu sem me importar. Quer dizer o que poderei dizer quando ele falou tudo aquilo sobre mim, que eu sei que é mentira, mas que vem acompanhado de um brilho no olhar, que não consigo desmentir. Juntando as contas, no fim não faz diferença, não para mim, nem para ele, mas esta além disso, esta soterrado em alguém composto de mentiras sobrepostas.


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