16 de outubro de 2016


    Acho que talvez eu tenha encontrado o ponto relevante da questão, quer dizer, estou vivendo minha vida porque fui deixada ou fui deixada porque estou vivendo minha vida. Claro que isso nunca soara da mesma forma para todos nós. Mas tenho pensado nisso, durante o espaço de tempo que deixou entre nós. É algo sobre parar de remar, olhar além, depois olhar novamente para o barco. Amor,
deve haver um motivo para eu não conseguir vê-lo agora, será porque você só precisava que eu remasse até o ponto em que você tinha necessidade de estar?
   Sinto ter que lhe informar, mas não é meu papel perdoar. Meu papel consiste em viver, amar e ter amor. Não estou aqui para desculpar, para compreender o que o motivou a ser como é, eu até poderia, mas acho o esforço além de dispendioso, desnecessário. Vou me reservar no direito de ser humana. Quer dizer, não posso mais olhar e deixar de lamentar por você.

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