Estávamos no fim,
naquele final formal, em que tentamos descontrair sem jeito. Foi
quando eu permiti que soubesse, não era para ter saído naquele tom,
nem daquele jeito, nem era para ter acontecido, você fingiu não
notar, embora tenha, e eu quis não estar lá. Vocês comemorariam o
fim, e eu sairia na espreita, e eu tentei. Foi quando eu o vi de
surpresa com um cigarro entre os dedos, e pensei em você enquanto
tragava o meu. Eu aceitei estar lá, como aceitei a estranha
coincidência.
Próximos embora
longe, era como estávamos, até o instante em que nos encontrávamos
um diante do outro, dali em diante, houve uma profunda intimidade.
Estávamos todos ali, embora no momento só existisse nos dois, me
pareceu tão familiar o modo como se aproximou de mim, quanto nossos
lábios se tocaram, me pareceu tão certo, quanto a delicadeza com
que eles continuaram se tocando. Mesmo quando nos demos conta de onde
estávamos, diante de todos, pareceu simples ignorar tudo em questão,
apenas com um sorriso. Então você me envolveu de uma forma, que foi
além dos seus braços em volta de mim. Como recém apaixonados
incapazes de evitar contato, foi engraçado, porque foi além de
tudo.
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