Meus
suicidas.
Minhas
partes espalhadas pelos cantos.
Aqueles
que um dia eu poderia ter me tornado.
E
será sempre como cuidar de mim mesma,
Pelo
tempo que for preciso,
Enquanto
for necessário,
Estarei
lá.
Enxergando
o lado B,
ouvindo
histórias de terror.
Afinal,
quando se lida com a miséria humana,
todo dia é helloween.
Não
é algo que se volte atrás,
que
se ignora com o tempo,
depois
de estar lá,
sua
única escolha é um dia, após o outro,
o
que te resta é esperança
e
tudo que você tem é você mesmo.
Então
você luta, enquanto tiver força,
depois
você reza pelo melhor,
e
quando você chega ao limite,
você
pede por uma morte indolor.
Na
encruzilhada da dor,
você
deve escolher entre uma dor excruciante
e
tudo que ainda significa estar vivo, unido de uma coragem absoluta.
No
fim é o que ninguém entende,
o
vazio que fica,
o
limiar,
a
ausência de palavras.
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