Estou
abrindo mão, do que quer que seja, o que me faz pensar que é
preciso coragem pra desertar. Não me arrependo de nada, mas a vida
continua a me mostrar que o melhor lado é sempre aquele em que seus
segredos permanecem com você. Sem conferir poder a ninguém.
Estou
me armando, porque me sinto suscetível. Por que não importa o que
houve, minha própria forma de ver faz todo sentido. Estou me
comparando, me policiando, me repreendendo. Recuo para um lugar
dentro de mim e alimento o ciúme e o ressentimento. Em alguns
momentos eu digo para mim mesma que, ``seja como for… ´´ mas eu
continuo não conseguindo fugir. Então tem momentos em que eu penso
em resolver por mim mesma, depois penso em deixar pra lá. Tento ser
altruísta mas não consigo deixar de voltar para meu estagio
primitivo de egoismo. Por que eu sei, que não importa quem você
seja, o que você tenha, não se escolhe, e nunca aceitaria nada além
do oposto de uma escolha. Eu não quero, se eu pudesse escolher, me
desfazaria de tudo nesse mesmo instante, apagaria por completo todos
os sinais e momentos confusos. Mas a verdade é que a verdade não
existe, não importa o que eu tenha dito, as vezes nem o que fiz,
minha genuinidade está em frações e no todo, que não sei se é
obvia, mas é a minha verdade. E estou cansada de pensar no alheio,
seja la o fato, não muda a realidade.
Eu
só não queria ficar aqui, sozinha, entregue a pensamentos covardes,
a merce de um mundo dirigido por pessoas sórdidas. Regido por
complôs obscuros. Só que tem momentos, em que eu ainda consigo
sorrir para mim mesma, enquanto me digo que não importa.
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