1 de junho de 2019






Estou abrindo mão, do que quer que seja, o que me faz pensar que é preciso coragem pra desertar. Não me arrependo de nada, mas a vida continua a me mostrar que o melhor lado é sempre aquele em que seus segredos permanecem com você. Sem conferir poder a ninguém.
Estou me armando, porque me sinto suscetível. Por que não importa o que houve, minha própria forma de ver faz todo sentido. Estou me comparando, me policiando, me repreendendo. Recuo para um lugar dentro de mim e alimento o ciúme e o ressentimento. Em alguns momentos eu digo para mim mesma que, ``seja como for… ´´ mas eu continuo não conseguindo fugir. Então tem momentos em que eu penso em resolver por mim mesma, depois penso em deixar pra lá. Tento ser altruísta mas não consigo deixar de voltar para meu estagio primitivo de egoismo. Por que eu sei, que não importa quem você seja, o que você tenha, não se escolhe, e nunca aceitaria nada além do oposto de uma escolha. Eu não quero, se eu pudesse escolher, me desfazaria de tudo nesse mesmo instante, apagaria por completo todos os sinais e momentos confusos. Mas a verdade é que a verdade não existe, não importa o que eu tenha dito, as vezes nem o que fiz, minha genuinidade está em frações e no todo, que não sei se é obvia, mas é a minha verdade. E estou cansada de pensar no alheio, seja la o fato, não muda a realidade.
Eu só não queria ficar aqui, sozinha, entregue a pensamentos covardes, a merce de um mundo dirigido por pessoas sórdidas. Regido por complôs obscuros. Só que tem momentos, em que eu ainda consigo sorrir para mim mesma, enquanto me digo que não importa.

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