5 de agosto de 2019




Talvez eu seja mesma a popstar que alguém um dia enxergou que eu fosse. Lotada de razões que não tenho, superestimada em um nível que até meu mal comportamento me é justificado.
Minha má fama me precede. Em um lugar amigável ou em território desconhecido minhas más condutas serão sempre aguardadas. Como se até o modo como me movo já sirva de indício para um mau comportamento.
É só que muitas vezes, tudo que tenho é um copo na mão e um conselho furado. Além de tudo aquilo que é somente meu, e não importa o que aconteça, não pode nunca ser partilhado, não importa o que eu diga. No fim é só eu. Tem meu modo de me portar, de ficar chateada, saber que por mais que eu peça, a última palavra será a minha. E todos demais defeitos que fazem com que eu seja quem sou.
Eu já aceitei perder, mesmo que eu finja estar ganhando, não tem um modo de me convencer a mostrar isso pra você. Vai que tudo que somos seja aquilo que fingimos ser.
Obrigada por me amar, seja lá como isso se dê. Então você pode me dizer abertamente, ou pode simplesmente me olhar escondido. Só tem uma coisa que não fará. E sou eternamente grata por isso.




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