Talvez
eu seja mesma a popstar que alguém um dia enxergou que eu fosse.
Lotada de razões que não tenho, superestimada em um nível que até
meu mal comportamento me é justificado.
Minha
má fama me precede. Em um lugar amigável ou em território
desconhecido minhas más condutas serão sempre aguardadas. Como se
até o modo como me movo já sirva de indício para um mau
comportamento.
É
só que muitas vezes, tudo que tenho é um copo na mão e um conselho
furado. Além de tudo aquilo que é somente meu, e não importa o que
aconteça, não pode nunca ser partilhado, não importa o que eu
diga. No fim é só eu. Tem meu modo de me portar, de ficar chateada,
saber que por mais que eu peça, a última palavra será a minha. E
todos demais defeitos que fazem com que eu seja quem sou.
Eu
já aceitei perder, mesmo que eu finja estar ganhando, não tem um
modo de me convencer a mostrar isso pra você. Vai que tudo que somos
seja aquilo que fingimos ser.
Obrigada
por me amar, seja lá como isso se dê. Então você pode me dizer
abertamente, ou pode simplesmente me olhar escondido. Só tem uma
coisa que não fará. E sou eternamente grata por isso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário